Domingo, Rio de Janeiro, 6:30 da manhã. O sol avermelhado nasce atrás da bela montanha carioca. O dia está no fim para alguns e no início para outros.
As padarias estão cheias de senhores que saíram de casa para comprar o jornal e o café da manhã de sua família e de jovens com olhos ansiosos, sedentos por algo que cure sua embreaguez antes de chegarem em casa.
O sorriso do sol da manhã e a alegria do domingo está estampada no rosto de todos. Os mais antigos, com seus cabelos grisalhos e suas aparências despreocupadas, falam da grande final de logo mais no maracanã e as senhoras, com suas bochechas rosadas, escolhem o bolo mais saboroso para levar para casa.
Na fila ao lado os jovens comemoram as vitórias da noite que, enfim, está chegando ao fim: as bocas que beijaram, a quantidade de bebidas que tomaram e o policial que exigiu dinheiro no trânsito para não levá-los à delegacia.
Eles nao se conhecem, mas se encontram religiosamente todos os domingos de manhã na padaria do Seu Manoel. Afinal, são pais e filhos no amanhecer da cidade maravilhosa.
Rio, 21/08/09
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
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